O Lapf foi criado em 2008 no âmbito do Departamento de Educação da PUC-Rio, tendo sido registrado no diretório do CNPq entre 2009 e 2011. Seu objetivo foi a promoção da análise dos processos de agenciamento de identidades, memórias e territórios coletivos, em sua relação com os processos de produção e transmissão do conhecimento, tanto em suas modalidades escolares quanto não escolares. A partir de 2012, porém, suas atividades regulares foram encerradas. Este espaço permanece disponível como registro desta experiência de pesquisa e como meio para que seus antigos participantes eventualmente possam continuar divulgando e promovendo o tema.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bibliografia em Antropologia e Educação

Este é um levantamento preliminar, que privileigiou textos disponíveis on-line, uma lista a ser explorada, montada para estar disponível à nossa disciplina de Antropologia e Educação.
jma

Proposições e avaliações de um diálogo

Autores em destaque:

Carlos Rodrigues Brandão

1981 [2007 - 49a. edição] O Que é Educação. São Paulo: Brasiliense (Coleção Primeiros Passos 20) Link 4shared: / Link Scrib: / Link Slide5hare:

S/D. Educar: Ousar utopias. Da educação cidadã à educação que a pessoa cidadã cria. Escritos abreviados. Série: cultura/educação – 6 Link:

S/D. Sobre teias e tramas de aprender e ensinar - anotações a respeito de uma antropologia da educação. Escritos abreviados. Série: cultura/educação – 8. Link:

Neusa Gusmão

1997. Antropologia e educação: Origens de um diálogo. Cad. CEDES vol. 18 n. 43 Campinas Dec. Link:

1999. Linguagem, cultura e alteridade: Imagens do outro. Cadernos de Pesquisa, nº 107, p. 41-78, julho. Link

2003. Antropologia, processo educativo e oralidade: um ensaio reflexivo. Pro-posições, vol. 14, no. 1 (40), jan/abr. Link

2008. Antropologia, Estudos Culturais e Educação: desafios da modernidade. Pro-Posições, v. 19, n. 3 (57) - set./dez. Link:

2009. Entrelugares: antropologia e educação no Brasil. Educação – Rev. do Centro de Educação da UFSM, v. 34, n. 1, jan./abr. Link:

Ana Lúcia Valente

1997. Por uma antropologia de alcance universal. Cad. CEDES vol. 18 n. 43 Campinas Dec. Link

1998. Para além do multiculturalismo: a educação intercultural na Europa. R. bras. Est. pedag., Brasília, v.79, n.191, p.7-18, jan./abr. Link:

1996. Usos e abusos da Antropologia na Pesquisa Educacional. Pro-posições n. 7, vol. 2 (20), 54-64, julho. Link:

2003. Antropologia e Educação: o antigo diálogo retomado? Rev. da FACED – UFBA. No 7. Link:

2005. O ensino na interface da antropologia e da educação: um caso de Extensão Rural. Educação. Porto Alegre – RS, ano XXVIII, n. 2 (56), p. 227 – 241, Maio/Ago. Link:


Outros autores:

CARVALHO, José Carlos de Paula.1982. Rumo a uma Antropologia da Educação: prolegômenos. Revista da Faculdade de Educação da USP, 8(2), 113-132. Link:

ROCHA, Ana Luiza Carvalho da. 2005. Antropologia e doutrinas pedagógicas: quando os devorados somos nós. Porto Alegre, GEEMPA (Coleção Textos Geempianos n.2). Link:

ROCHA, Gilmar. 2009. Antropologia & Educação / Gilmar Rocha & Sandra Pereira Tosta . – Belo Horizonte : Autêntica Editora. – (Coleção Temas & Educação; 10). Link:

SOUZA, Mauricio Rodrigues de. 2006. Por uma educação antropológica: comparando as idéias de Bronislaw Malinowski e Paulo Freire. Revista Brasileira de Educação v. 11 n. 33 set./dez. Link:

ZANTEN, Agnès van. 1999. Saber global, saberes locais: Evoluções recentes da sociologia da educação na França e na Inglaterra. Revista Brasileira de Educação. Set/Out/Nov/Dez Nº 12. Link:


O 'método etnográfico' na pesquisa em educação como problema:

CHARLOT, Bernard. 1992. A ETNOGRAFIA DA ESCOLA. Em Aberto, Brasília, ano 11, n.53, jan./mar. Link:

FONSECA, Claudia. 1999. Quando cada caso NÃO é um caso - Pesquisa etnográfica e educação. Revista Brasileira de Educação. Jan/Fev/Mar/Abr Nº 10. Link:

HASSEN, Maria de Nazareth Agra. S/D. Etnografia: noções que ajudam o diálogo entre antropologia e educação. Link:


Estudos temáticos

Relações étnico-raciais
Gomes, Nilma. 1996. EDUCAÇÃO, RAÇA E GÊNERO: RELAÇÕES IMERSAS NA ALTERIDADE. cadernos pagu (6-7). Link:

Gomes, Nilma. 2002. Trajetórias escolares, corpo negro e cabelo crespo: reprodução de estereótipos ou ressignificação cultural? Revista Brasileira de Educação, 21. Link:

Gomes, Nilma. 2003. Cultura Negra e Educação. Revista Brasileira de Educação. Maio- Ago, Nº 23. Link:
Gomes, Nilma. 2003. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.29, n.1. Link:


Gênero e sexualidade
Grossi, Miriam Pillar. s/d. IDENTIDADE DE GÊNERO e SEXUALIDADE. Link:
SABAT, RUTH. .Pedagogia cultural, gênero e sexualidade. Rev. Estud. Fem. vol.9 no.1 Florianópolis 2001. Link:

Britzman, Deborah. 2000. Curiosidade, sexualidade e currículo. Link:

BORGES, Zulmira Newlands. Entrelaçamentos entre antropologia e educação e suas contribuições para a inclusão de gênero e sexualidade como temas transversais na escola. Link:

SAYÃO, Deborah Thomé . A Construção De Identidade E Papéis De Gênero Na Infância: Articulando Temas Para Pensar O Trabalho Pedagógico Da Educação Física Infantil. Link:


Necessidades Especiais

GARDOU, Charles. 2006. Quais os contributos da Antropologia para a compreensão das situações de deficiência? Revista Lusófona de Educação, 8, 53-61. Link:

LAPLANE, Adriana Lia Friszman de /e outros/. 2006.Abordagem Qualitativa De Pesquisa Em Educação Especial: Contribuições Da Etnografia. 29º. Encontro da ANPED. GT: Educação Especial / n.15. Link:

MORAES, Marcia. 2008. A contribuição da antropologia simétrica à pesquisa e intervenção em psicologia social: uma oficina de Expressão corporal com jovens deficientes visuais. Psicologia & Sociedade; 20, Edição Especial: 41-49. Link:

MARTINS, José Alves e BARSAGLINI, Reni Aparecida. 2011. Aspectos Da Identidade Na Experiência Da Deficiência Física: Um Olhar Sócio-Antropológico. INTERFACE - Comunicação, Saúde, Educação v. 15, n. 36. Link:


Educação do Campo
VALENTE, Ana Lúcia. 2005. O ensino na interface da antropologia e da educação: um caso de Extensão Rural. Educação. Porto Alegre – RS, ano XXVIII, n. 2 (56), p. 227 – 241, Maio/Ago. Link:

VALENTE, Ana Lúcia. 2008. A EDUCAÇÃO . NO CAMPO E A SUA REALIDADE - POR UM NOVO PATAMAR DE DISCUSSÃO. Link:


Educação e infância indígena
COHN, Clarice. 2000. Crescendo como um Xikrin: uma análise da infância e do desenvolvimento infantil entre os Kayapó-Xikrin do Bacajá. Rev. Antropol. vol.43 no.2 São Paulo 2000. Link:

COHN, Clarice. 2005. Educação escolar indígena: para uma discussão de cultura, criança e cidadania ativa. Revista Perspectiva. vol.23, n. 2. Link:

GOMES, Ana Maria R. 2006. O processo de escolarização entre os Xakriabá: explorando alternativas de análise na antropologia da educação. Revista Brasileira de Educação v. 11 n. 32 maio/ago. Link:

MARQUI, Amanda. 2011. Fazendo etnografia entre as kyringué: a pesquisa com crianças Guarani Mbya da Amazônia. Jornadas de Antropologia da UNICAMP. Link:


Em torno dos processos de ensino e aprendizagem
PELISSIER, Catherine. Anthropology of teaching and learning. Annual Review of anthropology. Link:

SANTOS, Rafael José dos e ARANTES, Eduardo Manchon. “Professor, sou muito etnocêntrica!” Ou: Relato sobre a dupla dimensão da descoberta da antropologia em sala-deaula. Percursos – Ver. da UDESC. Link:

VIEIRA, Ricardo. Processo educativo e contextos culturais: notas para uma antropologia da educação. Porto Alegre – RS, ano XXIX, n. 3 (60), p. 525 – 535, Set./Dez. 2006. Link:

quarta-feira, 2 de março de 2011

[Gra] Educação e Sociedade: As teorias do "Currículo" e os debates brasileiros contemporâneos



Plano de trabalho de Educação e Sociedade 
GRADUAÇÃO - LICENCIATURA
2011.1 - As teorias do "Currículo" e os debates brasileiros contemporâneos
José Maurício Arruti

Planejamento da primeira parte do semestre (matéria relativa ao G1)

Apresentação do tema do Curso: “A sociedade na escola e a escola na sociedade”
Apresentação da Ficha de Leitura, de uso obrigatório.


Entrando no assunto
Tomas Tadeu da Silva. “Documentos de Identidade”, pp. 11-27


Perspectiva Crítica: técnica x ideologia / conteúdo x processo
- “Documentos de Identidade”, pp. 29-64;
- P. Freire. “A pedagogia do Oprimido” (capítulos 2 e 3) [disponível on-line]


Sobre a Nova Sociologia da Educação
- “Documentos de Identidade”, pp. 65-81;
- Bourdieu. “Os três estados do capital cultural”, pp. 71-80.In: Escritos de Educação.


A emergência da Diferença e da Identidade como problema
- “Documentos de Identidade”, pp. 85-124;
- Vera Candau. “Educação Multicultural: tendências e propostas”, pp. 81-101. In: Sociedade, Educação e Culturas.


O momento “pós” e os “estudos culturais”
- “Documentos de Identidade”, pp. 111-150;
- Caterine Walsh. “Interculturalidade crítica e pedagogia decolonial: in-surgir, re-existir e re-viver”, pp. 12-39. In: Educação Intercultural na América Latina (org. Candau)


A lei 10.639
- Mattos e Abreu. “Em torno das ‘Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana’: uma conversa com historiadores”. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 21, nº 41, 2008, p. 5-20. [disponível on-line]
- Renato Santos. “Refletindo sobre a Lei 10.639: possibilidades e necessidades do ensino de Geografia a partir de um tensionamento do Movimento Negro”.


Seminário de pesquisas em curso
Palestras de pesquisadores convidados


Revisão geral
Aula de discussão livre


Prova

[Pós] Antropologia e Educação: IDENTIDADE, ALTERIDADE E RECONHECIMENTO

CENTRO de TEOLOGIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÂO
2011.1

PÓS-GRADUAÇÃO (MESTRADO E DOUTORADO)
EDU 2279
PROF. JOSÉ MAURÍCIO ARRUTI
3as / 13hs-16hs
CARGA HORÁRIA TOTAL: 60 HORAS
CRÉDITOS: 3


EMENTA
A apropriação do saber antropológico pelos profissionais da educação vem possibilitando um olhar mais complexo sobre os fenômenos ditos educacionais. O curso convida o educador a mergulhar em outro sistema de referências teóricas e a inspirar-se no ofício e na prática do antropólogo para a construção de seu objeto de pesquisa. O roteiro de estudos aqui apresentados tem como objetivo estabelecer os primeiros passos para a elaboração de um saber de fronteira entre a Antropologia e a Educação.

OBJETIVOS
O objetivo deste curso é oferecer uma introdução ao conceito de Identidade na Antropologia, sendo que seus objetivos subsidiários são:
Módulo 1: Sobre “Eu” - Uma introdução aos debates sobre a noção de pessoa, individualismo e “self”;
Módulo 2: Sobre “Nós” - Uma introdução aos debates sobre as identidades coletivas: étnicas, raciais, de gênero e nacionais;
Módulo 2: Sobre “Eles” - Uma introdução aos debates sobre as políticas de reconhecimento.

PROGRAMA
Este curso tem por objetivo oferecer uma introdução à abordagem antropológica da temática da identidade social. Para isso ele se dividirá em três blocos que apontam para dimensões diferentes e autônomas, porém complementares desta temática, cada um deles ganhando por título um pronome pessoal – Eu, Nós, Eles. Vale alertar desde já que tais dimensões não implicam uma hierarquia de importância ou qualquer sucessão lógica ou histórica das abordagens que visitaremos. Na verdade cada uma destas dimensões se oferece como um campo próprio de observação e análise antropológica, que serão reunidas aqui apenas em função do ponto de vista particular que adotamos. A observação do modo pelo qual a questão da identidade social situa-se na base de diferentes problemas históricos, sociológicos e mesmo psicológicos – tais como a ideologia individualista moderna, os processos de unificação nacionais, as biografias, as relações cotidianas face-a-face, a formação da personalidade, as fronteiras dos grupos étnicos, assim como as atuais políticas públicas de ação afirmativa, entre outros – nos permite apreender tanto as razões pelas quais o uso da categoria “identidade” foi vulgarizada, ao ponto dela ser usada como categoria tampão em uma série de discursos de senso comum, como se a sua simples evocação respondesse a perguntas complexas, quanto a necessidade de retornarmos criticamente a ela, na busca de sua reconstituição teórica.

METODOLOGIA
O curso será dividido em três blocos (Eu, Nós, Eles) que terão a mesma estrutura: três aulas expositivas, seguidas de duas aulas com dinâmicas de grupo: uma aula dedicada a “seminários” dos alunos baseados na bibliografia complementar, e a última aula do bloco dedicada à apresentação dos modelos gráficos de sistematização da bibliografia do módulo. Os modelos podem ser desde quadros sinópticos até representações menos convencionais, como mapas, esquemas, vídeos.
Cada bloco temático terá, portanto, duas bibliografias: uma bibliografia básica e obrigatória, de caráter teórico, que será exposta pelo professor e discutida em detalhe por todos os alunos (*) e outra, complementar, ainda a ser definida, que privilegiará a pesquisa empírica.
Bibliografia básica do primeiro módulo: Mauss, Dummont, Bourdieu, Honneth, Goffman.
Bibliografia básica do segundo módulo: Weber, Barth, Elias, Poutgnat e Streiff-Fenart, Anderson, Revel.
Bibliografia básica do terceiro módulo: Taylor, Frazer, Honnert, Hall, Geertz, Assies et alii.

* Sugiro que tomem por referência (ainda que não seja necessário preenchê-la) a Ficha de Leitura disponível também neste blog. 

AVALIAÇÃO
Ao final de cada módulo serão realizados seminários (bibliografia complementar,) e atividade de sistematização. A participação em cada uma destas atividades valerá até um (01) ponto (três módulos X duas atividades = seis pontos). O trabalho individual ao final do curso vale até quatro (04) pontos.

BIBLIOGRAFIA

Anderson, B. Nação e Consciência Nacional. São Paulo: Ed. Ática (em especial: “Introdução”, pp.9-16, “Raízes culturais”, pp.17-45, “As origens da consciência nacional”, pp.46-56, “A última onda”, pp.124-153 e “Patriotismo e racismo”, pp.154-168).
Assies. W. e Haar, G. van der e Hoekema, A. 1999. “La diversidad como desafio: uma nota sobre los dilemas de La diversidad”. Em: El Reto De La Diversidad. Zamora: El Colegio de Michoacán, pp. 505-542.
Barth, F. 1998. “Grupos étnicos e suas fronteiras”. Em: P. Poutgnat e J. Streiff-Fenart. Teorias Da Etnicidade. São Paulo: Editora da Unesp, pp.185-228.
Bourdieu, P. 2007 “A ilusão biográfica”. Em: Razões Práticas – Sobre a Teoria da Ação. São Paulo: Papirus (8ª. Ed.), pp. 74-82.
Dummont, L. 1992. Homo Hierarchicus – O Sistema das Castas e Suas Implicações. São Paulo: Edusp (“Introdução”, pp. 49-68).
Dummmont, l985. O Individualismo – Uma Perspectiva Antropológica da Ideologia Moderna. Rio de Janeiro: Rocco (“Gênese, I. Do indivíduo-fora-do-mundo ao indivíduo-no-mundo”, pp. 35-72)
Elias, N. e Scotson, J. L. Os Estabelecidos e Os Outsiders. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores (em especial: “Introdução: ensaio teórico sobre as relações estabelecidos-outsiders”, pp.19-50 e “Conclusão”, pp.165-186)
Geertz, C. 2001. Nova Luz Sobre a Antropologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores (em especial: “A situação atual”, pp. 86-130 e “O mundo em pedaços: cultura e política no fim do século”, pp. 191-228).
Goffman, E. 1980. Estigma: Notas Sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada”. Rio de Janeiro: Zahar editores (em especial: “Estigma e identidade pessoal”, pp. 11-50 e “Alinhamento grupal e identidade do Eu”, pp. 116-136).
Goffman, E. 1983. A Representação do Eu Na Vida Cotidiana. Petrópolis: Vozes (em especial: “Introdução”, pp.11-24, “Representações”, pp.25-75 e “Equipes”, pp. 76-100).
Hall, S. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. Rio de Janeiro: DP&A Editora.
Honneth, A. 2003. Luta Por Reconhecimento – A Gramática Moral dos Conflitos Sociais. São Paulo: Ed 34 (em especial: “Reconhecimento e socialização: Mead e a transformação naturalista da idéia hegeliana”, pp.125-154, “Identidade pessoal e desrespeito: violação, privação de direitos, degradação”, pp.213-226 e “Desrespeito e resistência: a lógica moral dos conflitos sociais”, pp.253-268).
Honneth, A. 2007. “Reconhecimento ou redistribuição? A mudança de perspectivas na ordem moral da sociedade”. Em: Jessé de Souza e Patrícia Mattos (orgs) Teoria Crítica no Século XXI, pp. 79-94.
Mauss, M. 2003. “Uma categoria do espírito humano: a noção de pessoa, a de ‘eu’.” Em: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac &Naify, pp. 369-400.
Poutgnat, P e Streiff-Fenart, J. 1998. Teorias Da Etnicidade. São Paulo: Editora da Unesp (em especial: “Capítulo 1 – Etnicidade: um novo conceito para um fenômeno novo?”, pp.21-32, “Capítulo 4 – A etnicidade: definições e conceitos”, pp.85-122 e “Capítulo 6 – O domínio da etnicidade: questões-chave”, pp.141-172).
Revel, J. 1989. “Do Antigo Regime ao Império: a identidade regional, inevitável e impensável”. Em: A Invenção da Sociedade. Lisboa: DIFEL, pp. 159-180.
Weber, M. 1991. “Relações comunitárias étnicas”. Em: Economia E Sociedade, volume 1. Brasília: Editora da UnB, pp.267-277.

terça-feira, 1 de março de 2011

Cursos

PÓS-GRADUAÇÃO

+ Cursos de Antropologia e Educação (EDU 2279):

2011.1 - Identidade, alteridade e reconhecimento

2010.1 - Cultura segundo a Antropologia

GRADUAÇÃO

+ Cursos de Educação e Sociedade (EDU 1445):

2011.1 - As teorias do "Currículo" e os debates brasileiros contemporâneos

+ Cursos de Antropologia e Educação (EDU 1760)

2009.1 - Conceitos básicos

+ Cursos Especiais

2009. - Relações étnico-raciais

domingo, 17 de outubro de 2010

Orientação para o uso das Fichas de Leituras

Descrição das Fichas de Leitura


As Fichas de Leitura servem como um guia de leitura de textos científicos em Ciências Sociais, que não substitui o resumo ou a resenha. Sua função é ajudar a identificar os elementos centrais na organização de qualquer texto acadêmico, de forma a orientar a sua discussão dentro de sala. A Ficha de Leitura foi pensada como uma ferramenta útil em ao menos três sentidos:

1. Serve como uma pauta de orientação objetiva para o debate em sala ou em grupos de estudos sobre os textos lidos.

2. Serve como ferramenta de identificação rápida dos textos e de seus caracteres mais importantes, tornando-os acessíveis à pesquisa bibliográfica em meio ao conjunto de textos que o estudante vai acumulando ao longo do curso;

3. Ao servir como um guia de leitura da estrutura do texto acadêmico, contribui para o treinamento do estudante na produção de seus próprios textos científicos.

Sobre as categorias utilizadas na “Ficha de Leitura”:

1. Objetivo(s):

Aquilo que o próprio autor apresenta como intenção principal do texto, em geral traduzida por meio de expressões como analisar, descrever, demonstrar, historiar, comparar, exemplificar etc. Atenção para o fato de o autor eventualmente ter mais de um objetivo ou ter objetivos secundários ou subsidiários a um objetivo geral e mais amplo;

2. Objeto:

Problema ou hipótese teórica ou analítica central ao texto, que deve ser definida de forma abstrata, tendo por referência, em geral, debates bibliográficos ou teóricos mais amplos e independentes da empiria. Debate ou problemática para a qual o “objetivo” do texto vem contribuir cumulativa ou criticamente;

3. Empiria ou fontes:

Todo material de demonstração relacionado pelo autor para construir seu objeto e alcançar seus objetivos. Tudo que serve mais como descrição do mundo do que como interpretação dele: a observação direta do próprio autor, documentos, materiais iconográficos, referência ao senso comum, relatos históricos ou etnográficos coletados pelo autor de outros textos etc.

4. Conclusões:

Toda sentença ou juízo que resulta do texto e que deve estar em diálogo direto com os seus objetivos. Atenção: as conclusões não vêm sempre ou necessariamente ao final dos textos. Alguns autores escolhem apresentar as suas conclusões desde o início do texto, ou escolhem apresentar as várias conclusões ao longo do texto.

5. Principais conceitos:

Categorias ou expressões às quais o texto atribui sentidos precisos (que em geral não são perfeitamente coincidentes com seus significados dicionarizados) e centrais ao argumento do texto. Como, a rigor, qualquer categoria pode ter um valor conceitual, a identificação dos conceitos aqui passa por sua necessária hierarquização: quais são os conceitos mais centrais e quais subsidiários, tendo em vista o “objeto” e os “objetivos” do texto.

6. Diálogos ou afiliações

São os autores, escolas ou linhas teóricas apontadas pelo autor como importantes na construção de sua análise, ou às quais ele recorre para construir positivamente ou cumulativamente as suas idéias. Por isso, não se trata de todos os autores citados, mas apenas aqueles que, no texto, são apresentados como importantes na construção do seu “objeto” ou na análise de seus materiais empíricos etc.

7. Críticas ou debates

São os autores, escolas ou linhas teóricas apontadas pelo autor como importantes na construção de sua análise, mas por contraste, na construção das suas idéias. Novamente, não se trata de todos os autores citados, mas apenas aqueles que, no texto, são apresentados como importantes na oposição às suas idéias.

8. Questões e dúvidas suscitadas

Este é o espaço destinado às manifestações mais pessoais do leitor: suas opiniões, dúvidas, discordâncias, correlações de idéias ou textos outros, que podem ajudar a colocar o texto lido em um contexto interpretativo, seja do curso, do grupo de estudos ou do acúmulo de leituras do próprio estudante.



Modelo de Ficha de Leitura:

Clique aqui para baixar o modelo da Ficha de Leitura em word.

Orientações para a produção de Situações Didáticas (SD)

Conceito de Situação Didática

Chamamos “situação didática” uma atividade que o professor realizará com sua turma a fim de desenvolver, por meio da experimentação prática, determinado conceito ou idéia apresentada de forma abstrata. Essas atividades devem estar comprometidas com o desenvolvimento de novas percepções e atitudes, tendo por base o tema-conceito trabalhado. O trabalho desenvolvido nas SDs pode ser elaborado tendo por base materiais comuns e de livre acesso, retiradas do cotidiano, da literatura, do cinema e outras mídias, ou produzidos pelo professor, especialmente para esta situação. Neste caso as SDs passam a ser pensadas como produto de um processo de pesquisa com fins pedagógicos, sendo que a própria pesquisa, se for realizada com a participação dos alunos, pode se constituir como uma SD.
De uma forma ou de outra, as SDs devem proporcionar maior compreensão e criticidade dos alunos a respeito do tema-conceito trabalhado, exercitando a observação do modo pelo qual as idéias abstratas são produzidas (geradas, avaliadas, adaptadas, criticadas e transformadas) por meio da mediação do mundo. Estamos diante da proposta de pensar o contexto de aula a partir de uma perspectiva que se aproxima do 'laboratório' (nos termos de J. Dewey) ou da 'práxis' (nos termos de P. Freire), isto é, que promove um posicionamento ativo do aluno do acesso aos conceitos oferecidos pelo professor, assim como a inserção destes na realidade imediata e concreta dos próprios alunos.

As Fichas de Situação Didática são roteiros para objetivação e planejamento das SDs, compostos dos seguintes elementos básicos:

Elementos da Situação Didática

1. Materiais:

Descreva com base em quais materiais os conteúdos deverão ser abordados: notícias, músicas, literatura, moda, narrativas memoriais trazidas pelos alunos ou pelo professor etc.

2. Objetivos / Conceito:

Descreva os objetivos que devem ser alcançados com a atividade: experimentar a diversidade de concepções de tempo, relatizivar a idéia de progresso e de evolução; distinguir as noções biológica e sociológica de raça, apreender a diversidade social presente em nossa sociedade etc. Tente descrever tais objetivos tendo por eixo um conceito específico, tomado de forma clara. Isso é importante para a sua orientação diante de eventuais necessidades de adaptação ou redirecionamento prático da SD.

3. Temas ou disciplinas associadas:

Aponte como a SD está relacionada com conteúdos ministrados em disciplinas como História, Literatura ou Matemática, ou, ainda, como ela mobiliza reflexões sobre temas correlatos ao seu Conceito: uma SD cujo objetivo seja “as noções biológica e sociológica de raça” pode estar associada a temas como gênero e família, por exemplo.

4. Disparador

O disparador pode ser o contato direto com os Materiais escolhidos, como, por exemplo, pedir aos alunos para levarem exemplos de publicidade que abordem certa questão, ouvir um trecho de música ou realizar a leitura de uma notícia de jornal.

5. Orientações para o professor abordar o conteúdo

Crie uma atividade relacionada ao conteúdo, que promova o desenvolvimento das atitudes desejáveis. Descreva claramente as etapas para a realização da atividade.

Indique a dinâmica mais adequada à atividade proposta: individual, em duplas ou grupos, ou coletivamente. Para descrever e orientar a SD, enderece sua fala ao/à professor/a, num tom pouco formal e de caráter sugestivo. Seja claro na linguagem e evite regionalismos que possam dificultar a compreensão de professores/as de diferentes origens do país.

6. Sistematição ou Fechamento

Proponha um fechamento da SD com o objetivo de sistematizar a aprendizagem proporcionada. Essa sistematização pode ser feita pelo professor, pela turma toda junta, por grupos ou individualmente pelos alunos. Pode ser desde uma rápida memória das palavras-coneitos mais importantes até o registro mais complexo, como um trabalho escrito, um mural, um vídeo ou uma música, entre outros.

Dicas:

Atenção ao Direito Autoral: legalmente só se pode copiar/utilizar pequeno trecho de uma obra qualquer, seja esta letra de música, poema ou artigo de jornal, exceção feita a textos e imagens de domínio público. Querendo ou precisando trabalhar com texto completo ou com imagens que não são de domínio público, a solução é indicar o link onde tal texto ou imagem se encontra na Internet.

Ficha de SD:

Clique aqui para baixar o modelo de Ficha de SD em word

quarta-feira, 3 de março de 2010

[Gra] Antropologia e Educação - Conceitos básicos

Departamento de Educação
ANTROPOLOGIA E EDUCAÇÃO
Graduação - EDU 1760 - 3as e 5as, 9hs-11hs

2009.1 – Uma introdução à Antropologia
Prof. José Maurício Arruti

Ementa:
Introdução aos conceitos e à história da Antropologia, com ênfase na noção de alteridade; na relação entre história, biologia e cultura; nas principais escolas de pensamento antropológico; e na análise de temas fundamentais à interface antropologia e educação: noção de pessoa, identidades sociais, etnocentrismo, racismo e relativismo, transmissão de conhecimento, entre outros.

Objetivos:
A) Apresentar algumas noções básicas sobre a história e os fundamentos conceituais da perspectiva e da disciplina antropológicas;
B) Introduzir a leitura de determinados temas básicos da reflexão antropológica, que se relacionem mais diretamente com as questões do campo da pesquisa e da prática educacional;
C) Debater um repertório mínimo de pesquisas sobre o universo escolar que assumam a perspectiva antropológica ou dialoguem diretamente com ela.

Plano de Curso

APRESENTAÇÃO
- Objetivos do curso / redação sobre o tema “natural, comum, diferente e desigual”
- Reflexão sobre as redações feitas na aula anterior e leitura em sala de aula de MINER, 1956.

1) CONCEITOS ELEMENTARES
4 aulas expositivas
LÉVI-STRAUSS, 1952; SAHLINS, 2003; BOHANNAN, 1966.

2) RELATIVISMO
4 aulas expositivas
Geertz, 1997, GEERTZ, 1978 , Geertz, 2001.

Revisão da matéria
Teste

3) FORMAÇÃO DO EU
2 aulas expositivas
GOFFMAN, 1985.

4) ALTERIDADES
4 aulas expositivas
DUMONT, 1992; NOGUEIRA, 1985; ARRUTI, 1997

Revisão da matéria
Teste

5) OLHARES ANTROPOLÓGICO SOBRE A ESCOLA
6 aulas expositivas
CÂNDIDO, 1964; ANDRÉ, 2007; McLAREN, 1991; VAN ZANTEN, 2000; FORQUIN, 1993
Seminários dos alunos

BIBLIOGRAFIA

ANDRÉ, M. E. 2007. Etnografia da Prática Escolar. Campinas, SP: Papirus (9 ed).
ARRUTI, José Maurício. 1997. “A emergência dos ‘remanescentes’ – notas para o diálogo entre indígenas e quilombolas”. MANA Estudos de Antropologia Social.
BOHANNAN, Laura. 2008 [1967]. “Shakespeare no Mato” (tradução de “SHAKESPEARE IN THE BUSH”, retirado do artigo “ ‘SHAKESPEARE IN THE BUSH’ - HISTÓRIA E TRADUÇÃO”. Tradução e Comunicação - Revista Brasileira de Tradutores, nº. 17, Ano, p. 135-159.
CÂNDIDO, Antônio. 1964. “A estrutura da escola”. Em: PEREIRA, Luiz, FORACCHI, Marialice M. Educação e sociedade - leituras de sociologia da educação. São Paulo : Nacional, p. 107-128
Dumont, Louis. 1992. “Introdução”. In Homo hierarchicus. O sistema das castas e suas implicações. pp. 49-67.
FORQUIN, Jean-Claude. 1993. “As implicações educativas do pluralismo cultural”. Em: Escola e Cultura – as bases sociais e epstemológicas do conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, pp. 123-143.

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GEERTZ, Clifford. 1997. "Do ponto de vista dos nativos: a natureza do entendimento antropológico". Em: O Saber Local. Petrópolis: Vozes, pp. 85-110.

GOFFMAN, Erving. 1985. A Representação do Eu na Vida Cotidiana. Petrópolis: Ed. Vozes. Introdução, Caps. 1 e 2.

LÉVI-STRAUSS, Claude. 1976 [1952]. “Raça e História”. In: Antropologia Estrutural II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, (Cap. XVIII).

McLAREN, Peter. 1991. Rituais na escola: em direção a uma economia política de símbolos e gestos na educação. Petrópolis: Vozes.

MINER, Horace. 1956. O ritual do corpo entre os sonacirema. American Anthropologist 58. (trad. Eduardo Viveiros de Castro - mimeo sem data).

NOGUEIRA, Oracy. 1985. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem. Em Tanto preto quanto branco: estudos de relações raciais. São Paulo: T. A. Queiroz Editora.

SAHLINS, Marshall. 2003. “La pensée bourgeoise – a sociedade ocidental enquanto cultura” e “Conclusão: a atualidade da ordem cultural”. Em: Cultura e Razão Prática. Rio de Janeiro: Zahar Editores (pp. 166-178 e 204-219)

VAN ZANTEN, Agnès. 2000. Cultura da rua ou cultura da escola?. Educ. Pesqui. [online], vol. 26, no. 1, pp. 23-52.

terça-feira, 2 de março de 2010

[Pós] Antropologia e Educação: “Cultura” segundo a Antropologia

CENTRO de TEOLOGIA E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÂO

2010.1

EDU 2286

PROF. JOSÉ MAURÍCIO ARRUTI

4as feiras / das 16 às 19hs

CARGA HORÁRIA TOTAL: 60 HORAS

CRÉDITOS: 3

Antropologia e Educação:
“Cultura” segundo a Antropologia


O objetivo deste curso é oferecer uma introdução ao conceito de Cultura na Antropologia, sendo que seus objetivos subsidiários são: 
(a) conhecer a sociogênese romântica da categoria “cultura” em sua oposição à “civilização”;
(b) investigar o lugar central desta categoria na constituição da Antropologia norteamericana e as variações nos seus usos; 
(c) reconhecer as principais razões das críticas teóricas e políticas ao chamado “culturalismo” na Antropologia.


Plano de Curso

Formas de narrar o Outro: uma história tropológica da alteridade
T. Todorov. L. Bohannan, E. Said

A ruptura malinowskiana: marca de fundação da Antropologia Moderna
B. Malinowski

Sociogênese de um conceito: Cultura e Civilização
A. Kuper, N. Elias

Frans Boas: o nascimento da Antropologia Norte-Americana:
F. Boas, Laplatine, G. Stocking Jr.

Cultura e Personalidade: a guerra, o indivíduo e a ação social
R. Benedict, M. Mead, A. Kuper

Geertz: texto, contexto e hermenêutica
C. Geertz

Sahlins: a cultura na prática e na história
M. Sahlins

Entre teoria e política: introdução à crítica do conceito de Cultura
E. Wolf, F. Barth, A. Kuper

Revisão da matéria a partir de esquemas sintéticos dos alunos
Esquemas sintéticos produzidos por grupos

Discussão das propostas de trabalhos de curso
Resumos dos trabalhos finais individuais (2pgs)

Bibliografia

BARTH, F. O guru, o iniciador e outras variações antropológicas. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2000.
BENEDICT, Ruth. (1946). Missão: Japão. In: O Crisântemo e a Espada: padrões da cultura japonesa. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1997.
BENEDICT, Ruth. (1946). A Criança Aprende. In: O Crisântemo e a Espada: padrões da cultura japonesa. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1997.
BOAS, F (1896-1920). As limitações do método comparativo da antropologia. In: CASTRO, Celso (Org.). Franz Boas. Antropologia Cultural, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
BOAS, F. Os objetivos da pesquisa antropológica. . In: CASTRO, Celso (Org.). Franz Boas. Antropologia Cultural, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
BOHANNAN, L. Shakespeare in the bush. In. DUNDES, Alan (org). Every man his way. Readings in Cultural Antropology, pp. 477-86. Englewood Cliffs, N. J., Prentice Hall, 1968.
ELIAS, N. O processo Civilizador: Uma história dos costumes. Tradução brasileira de Ruy Jungmann, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, vol. 1, 1990.
GEERTZ, C. Uma descrição densa: Teoria Interpretativa da Cultura. In. GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
GEERTZ, C. Um Jogo Absorvente: Notas sobre a Briga de Galos Balinesa. In. GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
GEERTZ, C. O saber local: Novos ensaios em antropologia interpretativa. Tradução de Vera Mello Joscelyne. Petrópolis, Vozes, 1997.
KUPPER, A. Cultura: a visão dos antropólogos. Bauru, SP: EDUSC, 2002.
MALINOWSKI, B (1922). Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo, Coleção os Pensadores, Ed. Victor Civita, 1984.
MEAD, M (1935). Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 1969.
SAHLINS, M. O pessimismo sentimental e a experiência etnográfica: Por que a cultura não é um “objeto” em via de extinção (Parte I). Mana. vol.3 n.1, Rio de Janeiro, Abril. 1997. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93131997000100002.
SAHLINS, M. O pessimismo sentimental e a experiência etnográfica: Por que a cultura não é um “objeto” em via de extinção (Parte II). Mana. vol.3 n.2, Rio de Janeiro, Abril. 1997. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/mana/v3n2/2442.pdf
SAHLINS, M. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.
SAHLINS, M. Metáforas históricas e realidades míticas: Estrutura nos primórdios da história do reino das ilhas Sandwich. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
SAID, E. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das letras, 2007.
STOCKING, JR, G.W (Org.). A formação da Antropologia americana (1883-1911). Rio de Janeiro: Contraponto: Editora UFRJ, 2004.
TODOROV, T. A descoberta da América. 2ª. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988. 263 p.
____________. Colombo Hermeneuta. In. TODOROV, T. A conquista da América: a questão do outro. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988. 263 p.
________. Colombo e os índios. In. TODOROV, T. A conquista da América: a questão do outro. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988. 263 p.